Impasse prejudica estudantes que viajam todos os dias para Uberaba

Assunto foi colocado em debate na câmara, que está intermediando uma solução ao caso

Fotos: Ascom CMA
 Mais uma vez, os estudantes universitários de Araxá que viajam diariamente para Uberaba (MG), buscando formação universitária, estão prejudicados com um impasse que pode fazer com que as viagens deles não aconteçam. Na cidade, a Associação dos Estudantes de Araxá (AEA) é o órgão responsável por coordenar as viagens.

A entidade recebe apoio da prefeitura através de repasse de verba. São R$ 600 mil por ano para ajudar no custeio dos alugueis do ônibus. Os estudantes associados arcam com o restante dos valores pagos nas viagens. E desde o ano passado, outro ônibus, fora da AEA, está viajando, também com apoio da PMA, porém esses alunos não precisam arcar com parte do aluguel do transporte.

O caso é que desde o começo do ano, tanto AEA e quanto o outro ônibus estão enfrentado um impasse com a PMA, afinal, não sabem se continuarão tendo o apoio do executivo municipal para continuarem os estudos. O fato foi debatido na reunião da Câmara de Vereadores. O presidente da Casa da Cidadania, Miguel Junior, afirmou que o legislativo está intermediando o caso para chegar a uma solução.

“Não podemos criar despesa, inventar projeto, mas no que depender da gente votar, atuar no plenário, fazer gestões políticas junto ao prefeito para que as coisas caminhem mais rápido, nós vamos fazer. O prefeito nos pediu um prazo para estudar a realidade financeira da prefeitura, para dar uma resposta do que vai poder fazer e a gente não tem como forçá-lo. Isso é um ato administrativo do prefeito. Desde que ele não descumpra os quesitos fundamentais da saúde e educação, não podemos penalizá-lo de forma nenhuma”.

“Dentro desse prisma e ele nos falou que está fazendo um estudo para ver aquilo que pode fazer e não precisar voltar atrás depois, cabe-nos acatar e aguardar, mas não deixando de pedir a ele que agilize esse estudo, porque os alunos estão perdendo aulas, trabalhos, provas, o que compromete a formação deles”, explica.

O vereador José Maria Lemos Junior comentou o tema na reunião e afirmou que uma solução precisa ser dada para que esses jovens não sejam prejudicados na sua formação profissional.

“São cursos que não tem em Araxá e que eles precisam buscar fora daqui a formação profissional. Tem estudantes que estão quase concluindo o curso, estão há dois, três anos estudando. Se acontecer de não haver parceria com a prefeitura, eles vão fazer o que? Terão que parar no meio do caminho, sendo prejudicados no investimento que fizeram. Araxá tem um dos melhores orçamentos de Minas Gerais e não pode deixar o atendimento a esses estudantes”. O presidente da comissão de educação da casa, Carlos Alberto Ferreira, que também é membro da bancada do prefeito, pediu paciência aos estudantes que estão enfrentando esse problema.

O vereador explica que a primeira preocupação agora é com o ensino fundamental e com as séries iniciais, que são a responsabilidade do governo municipal. Carlos Alberto pediu mais uma semana para que uma resposta seja dada a todos os envolvidos.

“Entendemos a preocupação dos estudantes. Eu também passei por isso. O executivo enviou ao Ministério Público uma consulta para dar legitimidade a esse ato. Tenho certeza absoluta que vai ser positivo. Assim, amanhã podemos fazer de forma diferente e também convocar os envolvidos para montarmos estratégias saudáveis e duradouras”.

“Não podemos todo início de ano passar por essa situação. Queremos conversar a resolver esse caso do segundo ônibus. Vamos criar outra associação? Vamos juntar esses alunos na associação já criada? Queremos transparência. Existe um engessamento jurídico, mas com certeza, semana que vem esse impasse será resolvido”, destaca.

Por Caio Ranieri -Minas no Foco

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