Braille aumenta inclusão de deficientes visuais na sociedade

Sessão especial na biblioteca pública de Araxá recebe alunos do Centro Louis Braille


inclusao_cegos1Com o passar do tempo, novas formas de acesso à informação foram criadas para auxiliar as pessoas cegas. O braile é considerado um grande avanço nesse sentido. Há 188 anos, o jovem francês Louis Braille, inventou um sistema de leitura especial para inclusão de milhões de pessoas. O sistema permite até hoje que cegos, como ele era, pudessem ter acesso ao universo da leitura e do conhecimento.

E para ensinar essa forma de leitura, em Araxá, no Alto Paranaíba, está sendo desenvolvido um trabalho entre Biblioteca Pública Municipal Viriato Correa e o Centro Educacional Louis Braille (Celb). A cada encontro, realizado de forma alternada nos dois espaços, uma atividade é concretizada.

“O Braille é imprescindível para alfabetização das crianças, para que elas tenham contato com a ortografia, tanto da língua portuguesa quanto de línguas estrangeiras. Para livros científicos, não existe um substituto para o Braille ainda. Os formatos, tanto digital quanto falado, se complementam”, explica Regina Oliveira, que coordena a fundação que difunde a forma de linguagem por todo país.

Além do Braille, existe o áudio-livro e formatos digitais, que mostram as letras ampliadas (para quem tem visão subnormal) com auxílio de áudio. Na opinião de Regina, o Braille não perde importância com a criação de novos formatos. Para ela, todos os formatos que auxiliam pessoas cegas se complementam.

O Centro Educacional Louis Braille tem atualmente 58 alunos entre crianças e adultos com perda total ou parcial da visão, sendo que nove participam desse projeto. “Estamos começando essa parceria para despertar o gosto pela leitura, no primeiro encontro será abordada a expressão oral, a produção e interpretação de texto. A história da Branca de Neve será a primeira a ser trabalhada. Colocamos placas em braile para que eles percebam a diferença e objetos, como a maça, serão usados para relatar o conto”, diz a bibliotecária Maria Amália Dumont de Oliveira.

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